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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O alarme interno


“Deveríamos ouvir mais os instintos”, postou uma veterinária no facebook, referindo-se à gata que "sumiu" da casa da adotante dias depois da doação. Eu não poderia concordar mais com a frase. Na única vez em que ignorei meu “alarme interno”, me arrependi profundamente.

Começamos a resgatar e doar animais em 2006 (os resgates começaram antes, em 1998, mas os 4 primeiros sortudos ficaram conosco). No início exigíamos telas e...só! O questionário era basicão, não filtrava nada (aliás, o mesmo modelo que as ONGs usam atualmente). De acordo com nossa "lógica" da época, se a pessoa se dispôs a pagar pela instalação de redes de proteção, certamente não era irresponsável nem mesquinha (santa ingenuidade, Batman!). Apesar dos critérios frouxos, tivemos sorte e atraímos adotantes bem decentes (alguns excelentes). Aí, em 2007, apareceu a fulana. Marinheira de primeira viagem, cheia de conversa mole, jurou que não pretendia adotar a gata e se mandar para outro país, como sua mãe nos alertou ("não se preocupe quanto a isso, eu tenho plena consciência da responsabilidade que estou assumindo. é como ter um filho, na minha opinião, a rotina, a vida, tudo vai mudar pra mim e eu estou disposta a isso!", prometeu via email). Garantiu que poderia sustentar a gata sem problemas, mas deu sinais claros de que as coisas não eram bem assim ("ainda não comprei tudo que tenho que comprar pra ela, porque no petshop aqui do lado de casa é caro demais". Os itens eram: bandeja sanitária, , areia, 2 potes e ração de supermercado!). Os sinais estavam todos lá, eu percebi, estava superinsegura, mas era a primeira gata que ameaçava encalhar, uma pressão enorme da família para doar, então eu cedi. Doei com o coração apertado e em nenhum momento consegui relaxar. No início trocamos vários emails, mas de repente o contato foi totalmente cortado por ela. Logo descobri o motivo do sumiço: fulana tinha se mudado para a Europa! A gata foi parar no apartamento da mãe (que não foi a primeira opção, já que os gatos de um amigo "não aceitaram" dividir o território) e antes da instalação das redes de proteção (msg da irmã no facebook: "veio pra cá sim com o apartamento nao telado, mas nao levou nem uma semana pra telar tudo” - isso se for verdade, já que elas mudavam de versão a cada conversa). Detalhe: telaram as janelas, mas deixaram a varanda sem telas (a foto da gata deitada na cadeira da varanda sem telas deletaram do orkut e hoje negam a conversa que tiveram com minha irmã na época sobre o assunto: "como vc sabe que as fotos que vc viu no orkut nao eram antigas???". Antigas com a gata na foto? Dá até preguiça...), só depois de sei lá quantos meses resolveram abrir a carteira e telar o que faltava. Nesse tempo todo a gata contou com a sorte. O fato de continuar viva e atualmente "viver em segurança" não diminui a culpa de colocá-la nas mãos dessa gente, depois de criá-la, com todo carinho, por 7 longos meses.

De certa forma nosso erro serviu como aprendizado. Após esse episódio reavaliamos todos os nossos critérios e reformulamos o questionário (que é atualizado/modificado constantemente). Por isso deixamos de doar gatos para marinheiros de primeira viagem (sei que existem exceções, mas não pretendo arriscar novamente, pelo menos enquanto não  desenvolver o superpoder de prever o futuro). Também não doamos gatos para pessoas com "grana curta" ou que se mostram mesquinhas com os animais de estimação. Agora nossos protegidos só saem daqui para as mãos de adotantes de altíssimo nível (inclusive no quesito educação, porque não há nada mais desgastante que lidar com gentinha). Aprendi a não duvidar mais do meu "alarme interno" e a lidar muito melhor com a "pressão para doar". 

Meu consolo é saber que gente desse tipo não passaria pelo nosso crivo atualmente. Isso foi comprovado quando a irmã da fulana respondeu (ironia do destino?) o meu questionário na tentativa de adotar o gato de uma amiga (que pediu o modelo "emprestado"), em meados de 2010.  Em várias situações ela aceitaria repassar o gato para a mãe ou amigos: mudança de país (surprise, surprise), morar com alguém que não gosta de gatos (??), criança alérgica em casa (pra mim só existem 2 situações aceitáveis: perder tudo e virar mendigo ou se descobrir com uma doença terminal). Ração? Whiskas e Friskies ("não economizo com a saúde dos meus animais", a tonta afirmou numa das respostas)! Banho em pet shop? Largam a gata na mão de um funcionário e vão "deitar na rede" ("Eles pegam a minha gata em casa e depois a traz de volta" (sic). É muito desapego). Apesar de ficar triste pela gata, que poderia ter ido para um adotante bem superior (o que não seria muito difícil, no caso), fico aliviada por perceber que conseguimos nos "blindar" contra candidatos desse (baixo) nível.

Posso perder alguns bons adotantes por excesso de zelo? Talvez, apesar de nunca ter me arrependido das doações que deixei de fazer (não é raro que eu descubra algum podre depois, inclusive). Mas entre me arrepender de doar um animal para um mau adotante e deixar de doar para um bom, opto pela segunda alternativa sem pestanejar. :)
 
Acredite se quiser (ou puder) 1: éramos ignoradas quando fazíamos um trabalho tosco, hoje em dia recebemos críticas constantes e de todos os lados!
* Obs: nossa definição de "tosco" é BEM diferente da maioria, que fique claro, já que mesmo naquela época já exigíamos telas, fazíamos questão de entregar o gato na casa do adotante e doávamos animais já castrados.

Acredite se quiser (ou puder) 2: chegou aos meus ouvidos que há um boato sendo espalhado por aí com a "explicação" para a nossa fixação por telas. Parece que um de nossos protegidos caiu de uma janela basculante e morreu! WTF?? Bom, ninguém caiu nem morreu, mas não há dúvidas de que isso poderia ter acontecido, como exposto acima. Gastem o tempo de suas curtas vidas fofocando sobre os outros, mas não inventem. Grata.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Licença de uso

Informações sobre guarda responsável, saúde, manejo e comportamento felino podem e devem ser disseminadas, para que mais e mais pessoas possam melhorar a qualidade de vida de seus gatos e é exatamente essa a função do meu blog, por isso eu não me incomodo que meus textos sejam copiados, desde que o "copiador" não esqueça de citar a fonte e inclua um link para o texto original. O mesmo vale para as fotos, claro. ____________________

O que é permitido fazer:

- Reproduzir os textos e imagens deste blog citando a fonte, com redirecionamento para o link original

O que NÃO é permitido fazer:

- Utilizar o conteúdo deste blog para fins comerciais
- Alterar o conteúdo publicado neste blog

Respeitando essas regrinhas básicas de civilidade, crianças, podem brincar com o "Ctrl C + Ctrl V" à vontade. :)
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Exemplos práticos:

uma veterinária publicou um post meu em seu blog (ótimo, aliás) com os devidos créditos:
http://blogfelino.wordpress.com/2012/01/17/bolas-de-pelos-dos-gatos/
Coisa de gente civilizada, que não foi criada na selva por orangotangos. :)

- já essa criadora de cães de raça não só publicou um post meu sem crédito algum, como modificou o texto para "caber" em seu "blog canino". Eu deixei recado reclamando e o que ela fez? Aceitou o comentário, mas ignorou a reclamação. O post continua lá, sem os créditos, como se ela fosse a autora! Comportamento antiético, deselegante, desnecessário.

Texto original meu: Não dê animais de presente de Natal, dê livros!

Plágio: Presente de Natal?

Detalhe interessantíssimo: no blog da fulana tem aviso sobre plágio!

"Sobre utilização de conteúdo
Você não pode:
- Reproduzir artigos do blog em sua totalidade (na íntegra), assumindo a autoria do texto. Isso é plágio e configura crime de acordo com a Lei 9.610-9
Você pode:
- Reproduzir trechos dos artigos do blog com a condição de que o link para o referido artigo seja inserido"

Shame on you!

Atualização em fevereiro de 2013: fiz uma denúncia formal ao Google, que desativou o post da fulana por violação de direitos autorais. Fica a dica para quem tiver seus textos plagiados: Como denunciar plágio ao Google

____________________
Licença Creative Commons
This work by Cassandra Rodrigues is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported License.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Por que vocês não doam para quem mora em casa?

A resposta poderia ser um simples "porque não", já que quem está doando tem o direito de exigir o que quiser e o assunto morreria aqui. Ou deveria. Mas como sempre tem um insatisfeito que se revolta com a exigência e se sente no direito de dar chilique via email, para encerrar a discussão de uma vez por todas, a minha resposta sincera: eu não acredito em "casas seguras" para gatos.

Sim, o post Como Telar o Muro da sua Casa dá dicas de como tornar sua casa "segura", mas será que é o suficiente? Você pode até ter boa vontade, contratar uma empresa séria para instalar as telas em vez de tentar economizar fazendo uma gambiarra nos muros e portões, escolher o material pela qualidade e não pelo preço, mas basta parar o carro perto do muro para seu gato usá-lo como "escada". O mesmo vale para aquela árvore no "lugar errado" ou a churrasqueira. E como impedir que o gato saia quando o portão da garagem estiver aberto para o carro entrar? Você pode ter todo o cuidado do mundo, mas será que seu marido, filho, parente, visita e empregada também terão? Basta um descuido e...gato na rua (e gato na rua = gato atropelado/envenenado/destroçado por cães/maltratado por gente ruim, etc).

Trechos de alguns tópicos retirados de redes sociais:
(só "copiei e colei", sem corrigir o português alheio)

"Com esse calor tenho deixado meus gatos ficarem na garagem que é toda telada. E na hora de sair com o carro tenho o cuidado de olhar sobre as rodas e em baixo do carro. Mas jamais imaginei que uma gata adulta pudesse estar dormindo dentro do motor !!. Sai com o carro e quando olhei pelo retrovisor vi a Sofia correndo do outro lado da calçada"

"Eu achei que era mentira, porque minha casa é toda telada, eu pratico a posse responsavel, ela tinha a castraçao marcada para sexta. Procurei em todos os lugares possiveis onde pode ter estado a minha gatinha, mais nao achei nada e faz meia hora, descobri um furo grande na tela perto da porta..."

"Trata-se de uma gata criada em casa totalmente telada, sem acesso às ruas, desaparecida desde ontem (27/05/08)..."

"Desesperadaaaaa
Como todos sabem aqui na comu, tenho 2 gatos o Robbie e a Sofia e os adotei com POSSE RESPONSÁVEL.São vacinados, castrados, vermifugados periodicamente, moro em casa com telas em muros e portão (...) ele de alguma forma conseguiu pular o portão e desapareceu..."

"Nunca imaginei que fosse abrir um tópico sobre isso, sempre tomei todas as precalções, mas aconteceu: meu gato conseguiu fugir de casa!
Antes que me perguntem: minha casa é telada e ele é castrado. Mas conseguiu rasgar uma tela e fugiu por ela..."

"sumiu
desabafando...
2 peludas sumiram hoje, casa totalmente telada, eu em casa nao vi nada..."

"Ela não tinha acesso à rua, fugiu de casa telada. Por favor, espalhem a foto para que possamos encontrá-la!"

E quando eles não fogem, o vizinho joga veneno pelo muro:

"Mataram 3 gatos meus!
Uma familia de sociopatas envenenaram 3 dos meus gatos. O que é absurdo é que algum desses loucos jogou a isca de veneno para dentro do meu quintal, uma vez que, ele é cercado..."

Pelos motivos citados acima eu decidi não doar para quem mora em casa. A decisão é definitiva e não está aberta a debate. Cada um sabe o que é melhor para os seus "protegidos" e esses são riscos que eu não quero nem aceito correr. Lembre-se: quem resgata decide como e para quem doar. Ponto final. :)
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Foto "furtada" daqui.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Achei um gato na rua...

E AGORA?

Agora resgate o animal, preste socorro, faça alguma coisa! Você não precisa ter superpoderes para ajudar, só precisa querer e se mexer para que as coisas aconteçam.
Já tem animais e não pode/quer adotar mais um? Resgate e doe! É o que dezenas de meros mortais por aí fazem. Só sentir pena não adianta. Jogar o animal na casa daquela vizinha que gosta de gatos, na pracinha junto com outros bichanos abandonados, num abrigo superlotado ou mandar email para quem já faz muito mais do que pode, NÃO É AJUDAR. Faça a sua parte.

A ilusão do abrigo
Mitos e verdades que você precisa saber antes de pedir “ajuda” a um protetor

COMO AJUDAR DE VERDADE

Resgatar
Gatos mansos e filhotes são fáceis de capturar. Os mais medrosos podem ser atraídos para dentro da caixa de transporte com um pouco de comida (atum, whiskas sachê, etc). Em casos mais complicados, vale seguir as dicas abaixo:
Resgatando ferais
Instruções para capturar e esterilizar uma colónia de gatos

Isolar
basta um banheiro (ou uma área de serviço, um quarto de empregada, um escritório). Se tiver uma situação financeira mais folgada, hospede o animal numa clínica veterinária ou hotel para pets.
Caixa de areia, pá, potes de água e comida, caminhas...nada deve ser compartilhado com os outros animais da casa. E lavar as mãos após mexer no hóspede, claro.

Levar ao veterinário
levar o animal para uma consulta o mais rápido possível é o ideal, de preferência no dia do resgate, mesmo que ele pareça saudável para seus olhos de leigo. E mesmo após a consulta é importante manter o isolamento, pois alguns sintomas de doenças podem demorar alguns dias para aparecer.

      Se a grana estiver curta...

  • procure hospitais veterinários de universidades (como o da UFF, em Niterói/RJ, por exemplo). Lá você encontra especialistas em diversas áreas - como oftalmologistas, ortopedistas, dermatologistas e até especialistas em felinos - com consulta bem mais em conta.
  • castração, consultas e cirurgias a baixo custo no Rio: Instituto Jorge Vaitsman (o único lugar no Rio que oferece castração precoce e gratuita), SUIPA, SOZED.
  • organize rifas, venda objetos, se vire!
*** os cuidados citados acima não são para deixar ninguém em pânico. Nem todos os animais de rua chegam doentes, geralmente apenas precisando de comida, antipulgas e vermífugo, ou seja, o básico, mas não custa nada ser cuidadoso. Com o manejo correto é possível resgatar e hospedar animais sem colocar em risco a saúde dos nossos peludos de estimação ou a nossa, já que algumas doenças podem ser zoonoses.

Castrar antes de doar
Será que o adotante vai mesmo castrar? Você quer ser responsável pelo nascimento (e posterior abandono) de mais animais?
Castrar é pilar fundamental da posse responsável
Não há lares para todos
Importância da castração
Castração gratuita: Programa Bicho Rio (RJ)

Doar de forma responsável
Não faz sentido tirar um animal da rua apenas para jogá-lo nas mãos do primeiro irresponsável que aparecer. Lembre-se de que o destino do animal resgatado está em suas mãos! Para doar com segurança e responsabilidade, leia os textos abaixo:
Orientações para quem quer doar
Dicas para doar com segurança
Critérios de adoção da ONG Adote um Gatinho

Modelos de questionário de adoção
Para quem usa a internet como meio de divulgação, um questionário para selecionar adotantes é essencial. Alguns modelos:
modelo 1
modelo 2
modelo 3
modelo 4 - em inglês e, na minha opinião, o mais completo de todos.


Modelo de termo de responsabilidade
modelo 1
modelo 2

Onde divulgar
Gatinhos de toda parte
Adoção Animal
Amigo não se compra
* Redes sociais são ótimos lugares para divulgar animais para doação!

DESCULPAS ESFARRAPADAS (top 3)

Não tenho dinheiro
Se você quase não consegue atravessar o mês com o que ganha, eu acredito. Caso contrário, é apenas uma questão de prioridade. O animal abandonado/machucado que cruzou o seu caminho pesa menos na sua "balança desregulada" do que o cigarro, a birita do fim de semana, o cineminha, o vestido/bolsa/sapato de grife, a escova "difinitiva" no salão...

Não tenho espaço para isolar
Se sua "casa" não for uma cela num presídio, uma caixa de papelão num beco ou uma barraca de camping, você tem lugar para isolar o animal, SIM. Já vi apartamentos minúsculos, mas nunca um sem banheiro... o_O

Não tenho estrutura emocional
Não tem "estrutura emocinal" para acolher um animal que precisa de ajuda imediata, mas tem para virar as costas, colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz? Hum...

LINKS INTERESSANTES E ÚTEIS

O que é lar temporário?

Substituto do leite materno para filhotes de cães e gatos
Encontrei um gatinho...o que fazer?
Resgatei, o que faço agora?
Encontrei um animal abandonado...e agora?
"Encontrei um animal abandonado E AGORA?" - Cartaz (para imprimir)

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Cuidado ao doar gatos pretos!

Eu já perdi as contas dos emails "suspeitos" que recebi até hoje de esquisitos atrás de gatos pretos não castrados e, de preferência, com olhos amarelos. Hoje chegou mais um para a coleção:

"Por favor,estou atras de uma gata preta,com olhos amarelos,nova,se possivel recem nascisda" (sic)

Eu não sei o que é pior, se imaginar o que o "cerumano" pretende fazer com o bebê gato ou saber que não vai demorar muito para que um filhote "sob medida" caia em suas mãos, já que "protetor" desmiolado é o que mais tem por aí, sem contar os donos irresponsáveis que deixam suas gatas não castradas parirem como coelhas e depois distribuem os filhotes desesperadamente, para quem chegar primeiro (aliás, estes são os maiores culpados pela superpopulação de animais de rua, mas isso é papo para outro post!).

E parece que quase "todo dia é dia" de encher o prato de barro. Esses seguidores bitolados de pseudorreligiões já dão trabalho no final do ano, em outubro (halloween), na sexta-feira 13 (e os dias que antecedem a data) e agora, pelo que eu vi, parece que a
quaresma também faz parte da lista. Como se não bastassem todas as preocupações que as pessoas que resgatam já têm com os bichanos, ainda mais essa...é dose! :\

Então, se você tem um gato preto para doação, CUIDADO! Entreviste o adotante sem medo de parecer invasivo, faça quantas perguntas achar necessário. Faça também buscas no google com o nome do interessado, endereço de email e tel. ENTREGUE O ANIMAL PESSOALMENTE na casa do adotante. Se mesmo depois de tudo ainda sobrar um tiquinho de insegurança, NÃO DOE. Ouça seu "alarme interno". Melhor pecar por excesso do que por falta de zelo (aliás, deveria ser assim para gatos de qualquer cor, mas é essa é só a minha opinião...). Fica a dica.
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Artigos relacionados ao tema:
Dicas para doar um animal com segurança e responsabilidade
Paulistanos não podem adotar gatos pretos nas sextas-feiras 13
Cuidado com a doação de gatos pretos
Sangue de gato preto tem poder!
No Adoption of Black Cats During October 

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Não dê animais de presente de Natal, dê livros!

Animal não é brinquedo!

Você passa em frente a uma pet shop, vê aquele filhote lindo à venda ou para doação e, num impulso, decide comprar/adotar com a certeza de que será um presente perfeito. Talvez até seja, nos primeiros dias (ou primeiras horas!), até o presenteado "perceber" que o bebê não faz apenas coisas fofas, mas também mia/late de madrugada, faz cocô e xixi (muitas vezes em locais inadequados), solta pelos, quebra coisas, faz bagunça, fica doente, dá trabalho e despesa. E se torna um estorvo na hora de viajar. E aí, o que fazer?

"O período após o Natal é uma temporada de animais abandonados. Pressionados pelas crianças muitos pais adquirem filhotes para doar de presente. No fundo têm esperanças de que os animais ensinarão aos filhos a ter mais responsabilidade, afinal, o compromisso é sempre de que a criança vai incumbir-se de cuidar do cão ou do gatinho. A rotina do dia a dia, entretanto, é diferente. Nem sempre a criança desempenha bem as tarefas, o filhote rói móveis e roupas, faz suas necessidades no tapete da sala e chora no meio da noite. Irritados, pais e mães logo se veem na compulsão de livrar-se do intruso. A primeira tentativa é de passar o problema para frente. Querem doar para o avô, o tio que tem chácara, o porteiro do prédio e, diante da total impossibilidade, optam pelo abandono." - Vida não é brinquedo, animal não é presente

Criar um animal é uma responsabilidade imensa, que pode durar mais de 15 anos. É uma decisão pessoal que deve envolver muita pesquisa e reflexão. Cuidar de um gato ou cão de forma adequada não sai barato. Emergências não escolhem hora e podem nos custar pequenas fortunas. A decoração da casa nunca mais será a mesma. É como ter um filho que nunca cresce. É maravilhoso, mas tem seu preço. Esses são apenas alguns "detalhes" que devem ser considerados ANTES de levar um animal para casa. E a decisão deve ser sempre do ADOTANTE e com a concordância de todos os outros moradores da casa!

Seja menos óbvio

Em vez de tratar um ser vivo como coisa e colocá-lo numa situação de risco de abandono e maus-tratos, dê livros sobre o assunto, assim você ajuda o futuro adotante a tomar a decisão com consciência, quando estiver pronto. Veja alguns bons exemplos:

Gatos
- Gato: Manual do Proprietário
- Os Segredos dos Gatos
- Cuide Bem do Seu Gato
- Entenda o Seu Gato
- Psico-Gato?: Entendendo o Comportamento Louco do Seu Gato

Cães
- Adestramento Inteligente: com Amor, Humor e Bom Senso
- Cães Educados, Donos Felizes
- Ou Eu ou o Cachorro
- Adestramento sem Castigo
- Cachorro: Manual do Proprietário

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Lembretes

1. não se engane, a responsabilidade sobre o futuro do animal que você dará de presente será 50% sua. Se ele for abandonado e/ou maltratado, a culpa também será sua. O mesmo vale para as ninhadas que ele produzir. Filhotes que nascem nas ruas sofrem terrivelmente, morrem de formas horríveis ou acabam em abrigos lotados. Você quer ser responsável por isso?
O "toque" acima vale também para pseudoprotetores que doam (descartam?) animais não castrados, com pressa, sem critérios. Vocês não estão ajudando, só estão mudando o problema de endereço, acreditem.

2. quando você compra bichinhos de "raça" em pet shops ou no Mercado Livre, está contribuindo diretamente para a exploração dos mesmos. Por trás daquele filhote fofo, existem adultos maltratados. Além de levar para casa um animal provavelmente doente e com problemas genéticos, você estará enchendo o bolso dessa corja nojenta que vive de cafetinar animais indefesos. Tire seus óculos cor-de-rosa e pense nas consequências de seus atos!

3. Abandonar animais é crime!

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um breve desabafo

Assim que você decide resgatar e doar os animais que cruzam o SEU caminho, vira uma espécie de "resgateira profissional" para os folgados de plantão, que acham que é seu dever acolher todos os animais que cruzam o caminho DELES. Não basta que você faça a sua parte (e a de todos da sua rua ou até do seu bairro!), você TEM QUE fazer a parte do folgado também ou se transforma subitamente numa louca-cruel-que-se-nega-a-ajudar-um-animal-indefeso. Não importa se você salvou dezenas de gatos antes SEM PEDIR AJUDA DE NINGUÉM e, claro, sem que o folgado se lembrasse de oferecer ajuda. O folgado só “lembra” que existem abrigos e pessoas que resgatam animais quando tem pressa em repassar a “batata quente” e voltar para sua vidinha descomplicada. Mas o que o folgado quer, nós também queremos: uma vida tranquila, sem responsabilidades e preocupações (maldito mundo real!).
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Achou um gato? Que bom! Agora se vira. Sério. Arregace as mangas e faça a sua parte. Nós aqui fazemos a nossa sem grandes dramas e sem tentar EXPLORAR ninguém. Por que com você, folgado, tem que ser diferente? Não tem, acredite. Se nós podemos, você também pode.
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Nós não fazemos parte de nenhuma ONG endinheirada (será que isso existe?), não recebemos um cheque gordo no final do mês para cuidar dos gatos abandonados, não temos um abrigo espaçoso com dezenas de voluntários para ajudar na manutenção. Nosso dinheiro, assim como o seu, não brota do chão. O cômodo onde os resgatos ficam não é autolimpante, a caixa de areia também não. Medicamentos, consultas, cirurgias e internações não saem de graça, infelizmente. Donos responsáveis não fazem fila na nossa porta. Nosso coração não é de pedra e dói quando nossos “protegidos” vão embora. Fora o estresse, o trabalho, o risco de que o animal nunca saia daqui. E se, apesar de todas as dificuldades, nós conseguimos fazer (muito mais que) a nossa parte, você também consegue!
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Então, folgado, cate lá no fundo aquele restinho de bom senso que, eu espero, ainda resta por aí, assuma suas responsabilidades e resolva seus próprios problemas sem tentar jogá-los nas costas dos outros. FAÇA A SUA PARTE e, por favor, nos ignore agora e no futuro assim como já fez tantas vezes no passado quando éramos nós com a “batata quente” nas mãos!