“Deveríamos ouvir mais os instintos”, postou
uma veterinária no facebook, referindo-se à gata que "sumiu" da casa da adotante dias depois da doação. Eu não poderia concordar mais com a frase. Na única vez em que
ignorei meu “alarme interno”, me arrependi profundamente.

De certa forma nosso
erro serviu como aprendizado. Após esse episódio reavaliamos todos os nossos critérios e reformulamos o
questionário (que é atualizado/modificado constantemente). Por isso deixamos de doar gatos para
marinheiros de primeira viagem (sei que existem exceções, mas não pretendo arriscar novamente, pelo menos enquanto não desenvolver o superpoder de prever o futuro). Também não doamos gatos para pessoas com "grana curta" ou que se mostram mesquinhas com os animais de estimação. Agora nossos
protegidos só saem daqui para as mãos de adotantes de altíssimo nível
(inclusive no quesito educação, porque não há nada mais desgastante que lidar com gentinha). Aprendi a não duvidar mais do meu
"alarme interno" e a lidar muito melhor com a "pressão para
doar".
Meu consolo é saber que gente desse tipo não passaria pelo nosso crivo atualmente. Isso foi comprovado quando a irmã da fulana respondeu (ironia do destino?) o meu questionário na tentativa de adotar o gato de uma amiga (que pediu o modelo "emprestado"), em meados de 2010. Em várias situações ela aceitaria repassar o gato para a mãe ou amigos: mudança de país (surprise, surprise), morar com alguém que não gosta de gatos (??), criança alérgica em casa (pra mim só existem 2 situações aceitáveis: perder tudo e virar mendigo ou se descobrir com uma doença terminal). Ração? Whiskas e Friskies ("não economizo com a saúde dos meus animais", a tonta afirmou numa das respostas)! Banho em pet shop? Largam a gata na mão de um funcionário e vão "deitar na rede" ("Eles pegam a minha gata em casa e depois a traz de volta" (sic). É muito desapego). Apesar de ficar triste pela gata, que poderia ter ido para um adotante bem superior (o que não seria muito difícil, no caso), fico aliviada por perceber que conseguimos nos "blindar" contra candidatos desse (baixo) nível.
Meu consolo é saber que gente desse tipo não passaria pelo nosso crivo atualmente. Isso foi comprovado quando a irmã da fulana respondeu (ironia do destino?) o meu questionário na tentativa de adotar o gato de uma amiga (que pediu o modelo "emprestado"), em meados de 2010. Em várias situações ela aceitaria repassar o gato para a mãe ou amigos: mudança de país (surprise, surprise), morar com alguém que não gosta de gatos (??), criança alérgica em casa (pra mim só existem 2 situações aceitáveis: perder tudo e virar mendigo ou se descobrir com uma doença terminal). Ração? Whiskas e Friskies ("não economizo com a saúde dos meus animais", a tonta afirmou numa das respostas)! Banho em pet shop? Largam a gata na mão de um funcionário e vão "deitar na rede" ("Eles pegam a minha gata em casa e depois a traz de volta" (sic). É muito desapego). Apesar de ficar triste pela gata, que poderia ter ido para um adotante bem superior (o que não seria muito difícil, no caso), fico aliviada por perceber que conseguimos nos "blindar" contra candidatos desse (baixo) nível.
Posso perder alguns bons adotantes por excesso de zelo? Talvez,
apesar de nunca ter me arrependido das doações que deixei de fazer (não é raro que eu descubra algum podre depois, inclusive). Mas entre
me arrepender de doar um animal para um mau adotante e deixar de doar para um
bom, opto pela segunda alternativa sem pestanejar. :)
Acredite se quiser (ou puder) 1: éramos ignoradas quando fazíamos um trabalho tosco, hoje em dia recebemos críticas
constantes e de todos os lados!
* Obs: nossa definição de "tosco" é BEM diferente da maioria, que fique claro, já que mesmo naquela época já exigíamos telas, fazíamos questão de entregar o gato na casa do adotante e doávamos animais já castrados.
* Obs: nossa definição de "tosco" é BEM diferente da maioria, que fique claro, já que mesmo naquela época já exigíamos telas, fazíamos questão de entregar o gato na casa do adotante e doávamos animais já castrados.
Acredite se quiser (ou puder) 2: chegou aos meus ouvidos que há um boato sendo espalhado por aí com a "explicação" para a nossa fixação por telas. Parece que um de
nossos protegidos caiu de uma janela basculante e morreu! WTF?? Bom, ninguém caiu nem morreu, mas não há
dúvidas de que isso poderia ter acontecido, como exposto acima. Gastem o
tempo de suas curtas vidas fofocando sobre os outros, mas não inventem.
Grata.